--- En Construcción ---

Cuando era tan sólo un niño oí en multitud de ocasiones que con trabajo y esfuerzo se lograba todo, que siendo constante lo inalcanzable podría llegar a nuestras manos y desbordarlas, que lo soñado no es un mero juego alegórico en el que sin querer nos vemos envueltos.
Lo que nació como una salvaguarda frente a un déficit general en nuestra sociedad por publicar a autores noveles , se ha ido convirtiendo en todo un referente en el que encontramos, como era idea base, creadores de todos los escalafones luchando por un mismo fin: la difusión literaria, la promoción de las letras como sustancial complemento de nuestra vida cotidiana, como acaparador de sensibilidades y contundente generador compensatorio de sueños inalcanzables.
Esta quinta edición del Libro de Poetas supone también un haber aprendido, un haber mejorado año tras año incorporando nuevos elementos que diesen sentido y forma, que aunasen y contribuyesen a un producto más cuidado, atrayendo al lector, haciéndole participe de la obra en su amplia significación y consideración conceptual.
En este libro podemos ver que dicha unión no sólo da fuerza sino también provoca educabilidad, un mayor conocimiento de lo exterior como complementación del propio hacer, de la propia pugna del ser por expresar lo sentido.
Sin duda pienso que hemos conseguido una obra amena y actual al introducir también poesía visual, al incorporar todo un grupo de artistas plásticos con alma de poeta e interrelacionarlos.
No quiero dejar pasar esta oportunidad de destacar la colaboración de la Lusofonía en la edición, de ensalzar el trabajo conjunto de autores de habla portuguesa y castellana agradeciendo de manera muy reseñable a José Luís Fontenla y Enid Abreu su apoyo y esfuerzo en pro de un mismo fin.
Francisco Arroyo Ceballos
Director de la Publicación
Poetria Nova,Ornatus Difficilis e Lusofonia
por Dr. José Luís Fontenla, Presidente do Centro Internacional de Estudos Lusófonos das Irmandades da Fala da Galiza e Portugal, e Membro do CIALEC (Portugal)
A Poesia como composição em versos livres e/ou providos de rima, cujo contéudo apresenta uma visão emocional e/ou conceptual…quase sempre expressos por associações imagéticas (Houaiss) ou como aproximaçao ao Ser, ao óptico, ao ente, à ek-sistência, na esteira de Heidegger (J.Padrão), conseguida por figuras de estilo-vindas naturalmente, nunca forçadas como as metáforas, antíteses, paradoxos, sinédoques, metonimias, oxímoros…em imagens que ultrapassam e transcendem a palavra escrita (Marina Correia) está viva em toda parte, lá onde baja um Humano Ser, não se sabendo ainda qual seu lugar no mapa cerebral (Subira); mas o certo é que sem Poesia não existiria o Homem, ou seria um ser unidimensional (Marcase), diminuído, e com carência de creatividade real.
A Lusofonia, que vinca em todos os Continentes, demonstra esse fato e é por isso que se diz que os Lusófonos são sempre algo Poetas, o que prova a Cantiga de Amigo, que é caso único na civilização universal (Cohen).
Neste Livro dos Poetas, de mãos dadas as duas lenguas românicas mais importantes do mundo: portugués e castellano, há maneiras díspares, diferentes e até contrárias de fazer Poesia, quando já no século XXI eu pediria uma “Poetria Nova”, até de “Ornatos difficilis”, se for o caso, para que a Lusofonia e a Hispanofonia Sejan uma prova de cómo o Humano Ser é algo aberto ao Mundo Todo. E digo isto ciente de que já no Milenio III é preciso construir um Novo Humanismo e, por tanto, uma Nova Poesia, que enfrente a realidade das coisas e do Ser (J. Padrão), em bem da Humanidade Toda.
A Poesia como “opera aperta” (Eco) no seu “constructum” através dos tempos, faz que confiemos em que o Livro dos Poetas se abra, em tempos vindouros, a Outras Línguas e Culturas Outras do Humano Ser.
Parabéns a Aires de Córdoba, seu Presidente Francisco Arenas, e o bom amigo Francisco Arroyo Ceballos, por terem percebido a necessidade estrutural do Humano Ser, de abrir-se à Poesia e às Línguas , para tentar perceber a realidade do Ser, do ente, do óptico e da ek-sistência, que sem Poesia e Artes Plásticas e Outras Artes, não teria sentido projetual (Heidegger) de Ser. Pois o Homem é fundamentalmente Ser que percebe o Ser, e quer conhecer a essência do Ser e do Humano Ser, para poder ser.
Portugal

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